Que Reviravolta Devastadora nos Acontecimentos

Recentemente eu descobri esse ábum chamado "What a Devastating Turn of Events", cuja tradução é o título dessa postagem. Tenho pensado muito nele, seus sons e suas palavras. Por trás - ou dentro - dele está Rachel Chinouriri, britânica apenas três anos mais velha que eu.

Apesar da pouca diferença de idade, há muitas diferenças. Ela tem pais imigrantes, do Zimbábue, que foram crianças-soldado durante a guerra de indepedência que assolou a região por quinze anos, entre as décadas de 1960 e 1970. Tem um resuminho do conflito aqui nesse link

Apesar da origem sombria da família, Rachel nasceu no Reino Unido e cresceu num subúrbio, uma coisa muito normal e até mesmo tediosa. Mas ela teve seus desafios: ser uma das poucas pessoas negras no bairro predominantemente branco e o bullying escolar decorrente disso. No entanto, havia a música; linguagem universal entre os membros de sua família (ela não fala o idioma materno dos pais) e que a ajudou a conectar-se consigo mesma.

Esse é seu primeiro álbum e nele há um conceito que achei multíssimo interessante, o da falsa segurança. Ela queria que o ouvinte tivesse uma experiência similar a que ela teve enquanto crescia, com fantasias e esperanças e então, nos momentos menos esperados - BOOM um choque. A primeira parte do álbum são as músicas leves, já a segunda já toca em assuntos mais pesados, como a morte de uma parente no Zimbábue que cometeu suicídio após ser enganada e abandonada - grávida - pelo homem que amava.

Outro ponto que me atraiu à esse álbum foi sua estética. Rachel esoclheu utilizar a bandeira da Inglaterra várias vezes, como forma de reinvicar sua identidade britânica, que lhe foi negada várias vezes por ser filha de imigrantes. É uma escolha ousada, pois a bandeira é frenquentemente utilizada por grupos de extrema-direita no país.

Pois bem. Se você chegar a ouvir esse álbum, eu imagino se gostará dele tanto quanto eu.




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